Advogado de Vorcaro sinaliza delação “séria e completa”
- Luana Valente

- 19 de mar.
- 2 min de leitura
Defesa afirma que banqueiro não pretende poupar ninguém em colaboração com a PF

O advogado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, procurou a Polícia Federal para manifestar o interesse do cliente em firmar um acordo de delação premiada. Segundo a defesa, Vorcaro está disposto a realizar uma colaboração “séria e completa”, prometendo não poupar nenhum dos envolvidos nos esquemas investigados.
Vorcaro é alvo de apurações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela PF, que investigam suspeitas de fraudes financeiras e corrupção. A iniciativa de buscar a delação é vista como uma estratégia de defesa diante das acusações que pesam contra o banqueiro.
As apurações revelaram que o Banco Master utilizava um esquema baseado na emissão e venda de títulos de crédito sem qualquer lastro. Esses ativos e dívidas inexistentes eram registrados como patrimônio, criando uma aparência de solidez e lucratividade que não correspondia à realidade. A prática tinha como finalidade mascarar fragilidades financeiras e garantir a continuidade da captação de recursos no mercado.
Com o patrimônio artificialmente ampliado, a instituição passou a oferecer aplicações com rendimentos até 40% acima da média do setor, atraindo investidores interessados em ganhos elevados. No entanto, conforme apontaram as investigações, não havia sustentação financeira para manter esses pagamentos. O esquema começou a desmoronar quando o Banco Central identificou irregularidades nos balanços e determinou a liquidação extrajudicial da instituição.
De acordo com interlocutores, a delação pode abrir novas frentes de investigação e atingir políticos, empresários e agentes públicos. O acordo, caso seja aceito, precisará ser avaliado pelo Ministério Público Federal (MPF) e homologado pelo STF para ter validade jurídica.
A promessa de uma delação “sem poupar ninguém” sugere que o conteúdo poderá ter impacto significativo no cenário político e econômico, dependendo da robustez das informações apresentadas. Até o momento, a PF não confirmou oficialmente os termos da negociação.




Comentários