ALERTA: Viagens no STM custaram R$11,8 milhões em 2025
- Luana Valente

- 26 de jan.
- 2 min de leitura
Gastos com diárias e passagens de ministros e servidores atingiram pico durante a COP-30, em novembro, e levantam debate sobre uso de recursos públicos.

O Superior Tribunal Militar (STM) desembolsou mais de R$11,8 milhões em diárias e passagens ao longo de 2025, segundo dados oficiais divulgados recentemente. O montante corresponde às despesas de ministros e servidores em deslocamentos nacionais e internacionais, realizados para participação em eventos institucionais e atividades de capacitação.
O mês de novembro concentrou o maior volume de gastos, somando R$219 mil apenas entre os 15 ministros da Corte, período que coincidiu com a realização da COP-30. Ao todo, os ministros realizaram 87 viagens no ano, com uma fatura que ultrapassou R$400 mil. O STM justificou que todas as viagens são previamente aprovadas e visam fortalecer a legitimidade da instituição por meio da presença de suas autoridades em fóruns e encontros relevantes.
Entre os destaques individuais, o ministro Guido Amin Naves registrou o maior gasto, com R$43,7 mil em oito dias de participação em um fórum na Alemanha. Já a assessora-chefe Helga Ferraz Jucá acumulou despesas de R$38,9 mil em três viagens, quase todas relacionadas à COP-30. Outro caso que chamou atenção foi o de uma analista que realizou uma viagem a Buenos Aires, cujo custo chegou a R$21,1 mil.
Os números reforçam o debate sobre a necessidade e proporcionalidade dos gastos públicos em viagens oficiais. Embora o STM sustente que tais deslocamentos são indispensáveis para a atuação institucional, críticos apontam que os valores elevados contrastam com a realidade orçamentária do país e exigem maior transparência e controle.
Em meio às discussões, o episódio reacende a cobrança por critérios mais rigorosos na autorização de viagens e pela divulgação detalhada das agendas e resultados obtidos. Para especialistas em gestão pública, a prática de justificar gastos com base em “fortalecimento da legitimidade” precisa ser acompanhada de indicadores claros de impacto e relevância.
Assim, o balanço de 2025 coloca o STM sob escrutínio da opinião pública e dos órgãos de controle, em um momento em que o uso eficiente dos recursos públicos se torna cada vez mais central para a confiança nas instituições.
Com informações do Diário do Poder




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