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Banco Central enfrenta série de vazamentos e investigações sobre uso indevido de dados



Casos entre 2025 e 2026 expuseram fragilidades na segurança da instituição e levantaram questionamentos sobre crimes financeiros


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Entre 2025 e 2026, o Banco Central do Brasil esteve no centro de uma série de episódios envolvendo vazamento de informações e suspeitas de uso indevido de dados sigilosos. Em julho de 2025, a instituição comunicou oficialmente ao Ministério Público Federal irregularidades ligadas ao Banco Master, incluindo operações suspeitas de cessão de créditos inexistentes ao BRB. O alerta foi acompanhado de relatos de que documentos restritos teriam circulado fora dos canais oficiais, levantando dúvidas sobre a integridade dos sistemas internos.


No mesmo período, investigações apontaram que informações confidenciais do Banco Central teriam sido acessadas por terceiros e repassadas ao empresário Daniel Vorcaro. Sicário teria obtido dados sigilosos e que Luiz Phillipi Mourão, servidor vinculado ao setor de inteligência financeira, teria enviado arquivos diretamente de seu celular. O caso passou a ser tratado como uma possível quebra de sigilo funcional e associação com práticas ilícitas.


Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, em 23 de julho de 2025 ocorreu uma invasão não autorizada ao sistema do Ministério Público Federal. No dia seguinte, Mourão teria enviado, por meio de seu celular, três procedimentos sigilosos diretamente a um banqueiro. Entre os documentos vazados constava a investigação que levou à prisão de Sicário pela Polícia Federal, realizada em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.


O Banco Central foi o primeiro a emitir alerta, após identificar uma operação irregular: a “cessão de créditos inexistentes ao BRB, adquiridos pelo Banco Master”. Essa prática se enquadra como crime financeiro. Conforme estabelecem os protocolos legais, tanto o BC quanto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) são obrigados a comunicar ao Ministério Público qualquer indício de infração de ação pública.


A Polícia Federal identificou que Vorcaro e seus associados buscavam em arquivos nomes como “Banco Master”, “Vorcaro” e “Nelson Tanure”, apontado como sócio oculto da entidade. O vazamento das peças, ocorrido ao mesmo tempo em que o Banco Central foi notificado, reforçou a suspeita de acesso indevido a dados sigilosos do MPF, da PF e de órgãos internacionais como FBI e Interpol.


Segundo os investigadores, Sicário era responsável por coletar informações privadas e monitorar adversários de Vorcaro, além de eliminar publicações em redes sociais que prejudicassem o grupo. O caso também envolveu a cúpula do Banco Central: Daniel Vorcaro mantinha contato com Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretores da autarquia, afastados por ordem do ministro André Mendonça, do STF.

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