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Banco Master repassa R$ 65 milhões a escritórios ligados a políticos e ex-ministros


Documentos da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado revelam pagamentos milionários a figuras como Michel Temer, Ricardo Lewandowski, Guido Mantega e Henrique Meirelles


Reprodução: Fotomontagem
Reprodução: Fotomontagem

A Receita Federal encaminhou à CPI do Crime Organizado no Senado documentos que mostram repasses de cerca de R$ 65,8 milhões feitos pelo Banco Master a escritórios de advocacia e empresas ligadas a políticos e ex-ministros entre 2023 e 2025.


Entre os beneficiários estão o ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, além dos ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Henrique Meirelles. Os valores variam de R$ 10 milhões a R$ 18,5 milhões, segundo os registros fiscais.


Principais beneficiários e valores


  • Michel Temer (MDB) – escritório de advocacia recebeu cerca de R$ 10 milhões em 2025. O ex-presidente afirma que o valor correto seria R$ 7,5 milhões, referente a serviços de mediação jurídica.

  • Ricardo Lewandowski – ex-ministro do STF, aparece na lista de pagamentos, sem valores detalhados divulgados.

  • Guido Mantega – ex-ministro da Fazenda, ligado a repasses de aproximadamente R$ 14 milhões por meio da Pollaris Consultoria.

  • Henrique Meirelles – ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda, recebeu cerca de R$ 18,5 milhões.

  • Antônio Rueda (União Brasil) – presidente nacional do partido, teve escritórios que receberam R$ 6,4 milhões desde 2023.


O banco, controlado por Daniel Vorcaro, é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude bilionária contra o sistema financeiro. Os pagamentos levantam questionamentos sobre a natureza dos contratos e serviços prestados, já que envolvem figuras com forte influência política.


A CPI deve aprofundar a análise para verificar se os repasses configuram contratos legítimos ou parte de um esquema irregular, em um caso que promete repercussões no Congresso e no Judiciário.


Vale frisar que a CPI do Crime Organizado foi encerrada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A relatoria criticou a decisão. A Comissão chega ao fim no dia 14 de abril sem prorrogação, apesar de vários pedidos reforçando a ampliação das investigações.


Os documentos da Receita Federal expõem uma rede de pagamentos milionários do Banco Master a políticos e ex-ministros. Embora os beneficiários defendam a legalidade dos contratos, a CPI teria a responsabilidade de investigar se tais repasses foram consultorias reais ou mecanismos de fraude financeira.



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