Caminhoneiros mantêm “estado de greve” e pressionam governo
- Luana Valente

- 20 de mar.
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Categoria evita paralisação imediata, mas cobra medidas contra alta do diesel e descumprimento da tabela de frete

Os caminhoneiros seguem mobilizados em março de 2026, mantendo o chamado “estado de greve”, sem bloqueios de rodovias por enquanto. A categoria reivindica soluções para a disparada do preço do diesel — que acumula quase 19% de aumento em poucas semanas — e para o descumprimento da tabela mínima de frete, considerada essencial para garantir a rentabilidade das viagens.
Em assembleias realizadas em Santos (SP) e em outros estados, lideranças como Wallace Landim, da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), afirmaram que aguardam propostas concretas do governo antes de decidir por uma paralisação nacional.
Do lado do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou medidas emergenciais, como a redução de tributos sobre o diesel e a abertura de investigações contra possíveis abusos na comercialização de combustíveis. O objetivo é evitar uma crise de abastecimento semelhante à de 2018, quando a greve dos caminhoneiros paralisou o país.
Uma nova reunião entre representantes da categoria e o governo está prevista para os próximos dias. Caso não haja avanço nas negociações, lideranças indicam que a paralisação pode ser deflagrada, aumentando a pressão sobre Brasília e sobre o setor de transporte e logística.
Em resumo: os caminhoneiros mantêm o “estado de greve” como forma de pressão. Logo, o governo precisa trabalhar para apresentar soluções que evitem impactos no abastecimento nacional.




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