CFM abre sindicância para apurar denúncias de falta de assistência médica a Bolsonaro
- Luana Valente

- 7 de jan.
- 2 min de leitura
Declarações públicas e relatos de intercorrências clínicas recentes levantaram preocupação sobre o atendimento ao ex-presidente, que possui histórico de saúde delicado.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou a instauração de uma sindicância para investigar denúncias de suposta falta de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi encaminhada ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), responsável por apurar a condução do atendimento prestado após o episódio em que Bolsonaro caiu e bateu a cabeça na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena.
Segundo nota oficial divulgada pela entidade, o recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM “expressou inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente”. O Conselho destacou que declarações públicas e relatos de intercorrências clínicas recentes, que causam extrema preocupação à sociedade brasileira”, especialmente diante do histórico clínico de alta complexidade do ex-presidente, com crises de soluço e episódios de trauma.
Bolsonaro, que já passou por diversas cirurgias abdominais desde o atentado a faca em 2018, apresenta comorbidades e sintomas recorrentes que, segundo o CFM, demandam monitoramento contínuo e imediato. A entidade reforçou ainda que a assistência médica deve envolver múltiplas especialidades e estar disponível em situações de urgência e emergência, garantindo que o paciente receba cuidados compatíveis com sua condição clínica.
O caso ganhou repercussão após decisão inicial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que negou a ida de Bolsonaro ao hospital no dia 6 de janeiro. No entanto, diante da evolução do quadro, Moraes autorizou posteriormente o encaminhamento do ex-presidente para atendimento médico. O episódio intensificou o debate público sobre a adequação da assistência prestada e motivou a atuação do CFM.
A sindicância instaurada pelo CRM-DF deverá apurar se houve falhas na condução do atendimento e se os protocolos médicos foram devidamente seguidos. O Conselho Federal de Medicina ressaltou que sua atuação busca assegurar que todos os pacientes, independentemente de sua posição pública, tenham garantido o direito a cuidados médicos adequados e seguros.
Com a abertura da investigação, o CFM sinaliza que acompanhará de perto o caso, reforçando seu papel de fiscalização e defesa da ética médica no Brasil.
Acesse a nota oficial na íntegra AQUI




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