CPI do INSS encerra sem relatório após rejeição de parecer que incluía Lulinha
- Luana Valente

- há 5 dias
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Comissão rejeita indiciamento de 216 pessoas e presidente barra texto alternativo dos governistas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encerrou suas atividades sem aprovar um relatório final. Na madrugada deste sábado (28), os parlamentares rejeitaram o parecer elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que previa o indiciamento de 216 pessoas, incluindo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório também citava políticos como o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e a deputada Gorete Pereira (MDB-CE), além de empresários como o banqueiro Daniel Vorcaro.
A votação terminou com 19 votos contrários e 12 favoráveis, resultado que refletiu a articulação da base governista nos últimos dias para garantir maioria e barrar o texto da oposição. O relatório de Gaspar sugeria medidas duras, como a prisão preventiva de Lulinha, sob alegação de risco de fuga, já que ele reside atualmente na Espanha.
Após a derrota da oposição, os governistas tentaram apresentar um texto alternativo que responsabilizava o ex-presidente Jair Bolsonaro por irregularidades no INSS. No entanto, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), recusou-se a colocar a proposta em votação, encerrando os trabalhos sem qualquer documento oficial aprovado.
Contexto político
A CPI foi marcada por intensas disputas entre governo e oposição. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não prorrogar os trabalhos impôs prazo final às deliberações, o que aumentou a pressão sobre os parlamentares. A rejeição do relatório representa uma vitória para o governo, que conseguiu evitar o indiciamento de aliados e do filho do presidente, mas também deixou a comissão sem um desfecho formal.
Consequências
Sem relatório aprovado, a CPI do INSS encerra sem encaminhamentos oficiais ao Ministério Público ou à Polícia Federal. O episódio reforça a polarização política no Congresso e expõe a dificuldade de se construir consensos em comissões de investigação. Para a oposição, a rejeição simboliza uma blindagem política; já para a base governista, trata-se de evitar o que consideravam um relatório “politicamente motivado”.
Em resumo, a CPI do INSS terminou em impasse: rejeitou o relatório que previa indiciamentos em massa e não aprovou alternativa, encerrando-se sem conclusões formais.




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