Governo Lula teme avanço de ofensiva dos EUA na Venezuela até áreas próximas à fronteira com o Brasil
- Luana Valente

- 3 de jan.
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O governo brasileiro acompanha com apreensão os desdobramentos da ofensiva militar ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Venezuela. No Itamaraty, o principal temor é que a ação militar se expanda para regiões sensíveis próximas à fronteira com o Brasil, elevando riscos à segurança regional.
Diante do cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou neste sábado (3) uma reunião de emergência com integrantes da área de relações exteriores para avaliar os impactos da operação norte-americana e discutir possíveis respostas diplomáticas. O encontro reuniu membros do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores e assessores da Presidência.
Segundo relatos de diplomatas envolvidos no briefing apresentado a Lula, a possibilidade de avanço das operações militares em áreas estratégicas do território venezuelano foi tratada como um dos pontos centrais da reunião. A avaliação interna é de que uma escalada do conflito pode produzir efeitos diretos sobre o Norte do Brasil, especialmente em regiões de fronteira.
“O receio é que as ofensivas avancem para áreas mais sensíveis entre a Venezuela e o Norte do país”, afirmou um embaixador, sob condição de anonimato. De acordo com ele, o cenário exige monitoramento constante e articulação diplomática ativa para evitar efeitos colaterais sobre o território brasileiro.
Integrantes do governo também avaliam que novas ações podem ser desencadeadas caso Trump interprete a ofensiva como uma vitória política ou estratégica. Nesse contexto, não está descartada a hipótese de deslocamentos militares em outros países da América do Sul, o que ampliaria o grau de instabilidade regional.
Além dos riscos imediatos à segurança, o Planalto considera possíveis reflexos políticos mais amplos. Segundo um interlocutor do governo, a escalada do conflito pode gerar impactos indiretos no ambiente político interno, inclusive com efeitos sobre o cenário eleitoral de 2026, a depender da evolução da crise na região.
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