Médica questiona retorno de Bolsonaro à prisão e ressalta “causar estranheza do ponto de vista clínico”
- Luana Valente

- 14 de mar.
- 1 min de leitura
Nise Yamaguchi afirma que decisão ignora gravidade do quadro clínico e alerta para riscos à saúde

A oncologista e imunologista Nise Yamaguchi manifestou preocupação diante da determinação de que Jair Bolsonaro volte ao regime de reclusão em apenas sete dias. Para a especialista, a medida desconsidera a complexidade do estado clínico do ex-presidente e pode comprometer sua recuperação.
Segundo Yamaguchi, o prazo estabelecido “causa estranheza do ponto de vista clínico”, já que Bolsonaro, aos 70 anos, acumula histórico de oito cirurgias, além de problemas como refluxo, espasmos de diafragma e aderências. Ela destacou que tais condições exigem acompanhamento médico constante e sequencial, algo que dificilmente seria garantido em ambiente prisional.
A médica reforçou que o hospital é o local adequado para o tratamento, sobretudo diante de complicações ligadas à Psiconeuroendocrinoimunologia — área que estuda a interação entre sistema nervoso, hormônios e imunidade. “Ele está no hospital sendo bem atendido, onde deveria estar com o quadro que tem, em que o sistema imunológico cai absurdamente. É uma situação constrangedora de reclusão, de alienação familiar. Um paciente de 70 anos, com oito cirurgias, não pode ser submetido a um ambiente sem condições de oferecer os cuidados necessários”, afirmou.
Para Yamaguchi, a prioridade deve ser a preservação da saúde do paciente, com tratamento fora das instalações prisionais, até que haja estabilidade clínica suficiente para qualquer mudança de regime.




Comentários