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PF aponta risco de fuga de Lulinha em relatório ao STF



Documento da Polícia Federal embasou pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Lula



A Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal que avaliou a possibilidade de fuga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A suspeita consta em relatório sigiloso enviado em dezembro de 2025, no âmbito das investigações sobre fraudes no INSS. O documento embasou o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário, autorizado pelo ministro André Mendonça.


Segundo a PF, havia indícios de que Lulinha poderia deixar o país de forma definitiva. A defesa, no entanto, nega qualquer intenção de evasão e afirma que a viagem dele à Europa tinha caráter profissional, planejada antes da operação policial.


A Polícia Federal afirmou em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, viajou para o exterior “sem previsão de volta”, o que, segundo os investigadores, poderia indicar tentativa de evasão do país. O documento relaciona o filho do presidente Lula às apurações sobre o esquema de fraudes bilionárias em aposentadorias, atribuído ao empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.


“Do ponto de vista investigativo, asseveramos que Lulinha viajou para o exterior, sem previsão de volta, o que denota possível evasão do País, considerando estar associado aos fatos associados ao principal operador das fraudes bilionárias a milhões de aposentados do Brasil”, diz o relatório.


Na petição apresentada nesta segunda-feira (16), Lulinha admitiu pela primeira vez manter contato com o investigado. Disse que a relação era “esporádica e de natureza social” e confirmou que o empresário custeou uma viagem a Portugal para conhecer um projeto de canabidiol medicinal. A PF apurou que o Careca pretendia abrir a empresa World Cannabis, supostamente financiada com recursos desviados do INSS. Durante a viagem, eles chegaram a visitar um terreno onde seria construída a fábrica.


Os investigadores sustentam que o empreendimento de canabidiol seria parte de uma etapa de lavagem de dinheiro oriundo das fraudes. A defesa de Lulinha, por sua vez, afirma que o negócio não prosperou e que ele não recebeu qualquer valor do empresário.



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