
O desembargador argumentou que a notoriedade do ex-juiz à frente da Operação Lava Jato diminuia a necessidade de uma pré-campanha intensa.
No Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), o relator das ações que solicitam a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil) votou nesta segunda-feira (1º) pela manutenção de seu cargo. O julgamento será retomado na próxima quarta-feira (3).
O desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, ao analisar as acusações de abuso de poder econômico durante a pré-campanha eleitoral de 2022, as quais Moro nega, considerou as provas apresentadas como insuficientes para a cassação. Ele destacou a ausência de excesso nos gastos da pré-campanha de Moro, refutando as alegações contra o senador.
O segundo desembargador a votar, José Rodrigo Sade, solicitou mais tempo para análise do caso, adiando a continuação do julgamento.
Além do relator, outros seis desembargadores participarão da votação, incluindo o presidente do TRE-PR, desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, dada a natureza do processo que envolve possível perda de mandato de um senador eleito com 1.9 milhões de votos.
Durante o primeiro dia de julgamento, após as falas dos advogados das partes acusadora e defensora, o desembargador Falavinha Souza iniciou a apresentação de seu voto, que durou aproximadamente 2h30. Ele enfatizou a distinção necessária entre os gastos de Moro nas pré-campanhas à Presidência e ao Senado, além de mencionar a notoriedade de Moro devido à Operação Lava Jato, argumentando que isso diminui a necessidade de uma pré-campanha intensiva.
BSM
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