Vorcaro reavalia acordo com CPMI após novas revelações; entenda
- Luana Valente

- 12 de fev.
- 2 min de leitura
Depoimento do dono do Banco Master está marcado para 26 de fevereiro, mas defesa cogita suspender compromissos assumidos com a comissão

A defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, avalia cancelar o acordo firmado com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que previa sua participação ativa no depoimento marcado para o dia 26 de fevereiro. O banqueiro havia se comprometido a comparecer à oitiva sem recorrer ao direito de permanecer em silêncio, além de apresentar documentos e esclarecer operações de empréstimos consignados concedidos a aposentados e pensionistas sem autorização.
O entendimento entre os advogados de Vorcaro e o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), também incluía a promessa de não ingressar com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o depoimento. No entanto, esse arranjo foi colocado em dúvida após a Polícia Federal informar ao STF que encontrou menções ao ministro Dias Toffoli em mensagens no celular do empresário.
O depoimento de Vorcaro já havia sido adiado anteriormente, sob alegação de problemas de saúde, e sua ausência poderia resultar em condução coercitiva. Agora, com o novo cenário, cresce a expectativa sobre se o banqueiro manterá o compromisso de falar à CPMI. Além disso, Vorcaro também deverá ser ouvido pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, após requerimento aprovado no dia 10 de fevereiro.
A indefinição sobre sua participação reacende tensões políticas em torno das investigações sobre irregularidades nos empréstimos consignados e amplia o alcance das revelações que envolvem figuras do Judiciário. O dia 26 de fevereiro, portanto, pode se tornar decisivo não apenas para o futuro da CPMI, mas também para o próprio empresário, que se vê no centro de um embate jurídico e político de grandes proporções.




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