Advogada detida em Goiás vai parar no hospital e relata sobre período de “pressão e tensão”
- Luana Valente

- há 5 dias
- 2 min de leitura
Áricka Cunha relata desgaste após prisão e afirma que luta continua em defesa da advocacia e dos direitos dos cidadãos

A advogada Áricka Cunha, presa no dia 15 de abril dentro de seu escritório em Cocalzinho de Goiás, voltou a se manifestar publicamente. Em vídeo gravado durante sua internação hospitalar, ela descreveu os impactos da detenção e afirmou que precisou de atendimento médico em razão de um período marcado por “tensão e pressão”.
A prisão ocorreu após o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos alegar ter sido alvo de difamação em publicações feitas pela advogada nas redes sociais. As manifestações de Áricka estariam relacionadas à cobrança de providências sobre o andamento e possível arquivamento de uma ocorrência registrada anteriormente por ela. O caso repercutiu e levou a medidas administrativas na Polícia Civil de Goiás, incluindo a transferência do delegado para Águas Lindas de Goiás.
No vídeo, Áricka reforçou que sua condição de saúde foi diretamente afetada pelos acontecimentos recentes. “Hoje estou aqui no hospital. Isso não é um sinal de fraqueza, é um sinal de consciência. O meu corpo infelizmente respondeu a tudo que vivi nos últimos dias”, declarou.
Ela também destacou a importância de reconhecer os limites diante da pressão. “Quem está na linha de frente precisa ter inteligência pra saber a hora de pausar, a hora de voltar, e por isso, hoje faço essa escolha de forma consciente. Eu escolho cuidar da minha saúde”, afirmou.
Apesar do desgaste, a advogada garantiu que pretende retomar sua atuação. “Vou tirar o final de semana para me reorganizar e recuperar as minhas energias e voltar ainda mais forte na segunda-feira porque essa luta não acabou. Ela é maior do que o episódio, ela é pros meus direitos, pelos direitos do cidadão e pelas prerrogativas da advocacia”, concluiu.
O episódio segue em debate no meio jurídico e expõe tensões entre a atuação da advocacia e a condução de investigações policiais no estado.




Comentários