Apoiadores de Bolsonaro pedem anistia em ato no Eixão
- Luana Valente

- 18 de jan.
- 2 min de leitura
Manifestação convocada por Izalci Lucas e Sebastião Coelho reúne multidões em Brasília

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizaram neste domingo (18) uma manifestação no Eixão Sul, em Brasília, pedindo anistia para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 e criticando a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato foi convocado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho, reunindo cerca de mil pessoas na região central da capital.
A concentração ocorreu em frente ao Banco Central, de onde os manifestantes seguiram em caminhada pelo Eixão. Entre as principais pautas, além da anistia, esteve a defesa de que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar, em vez de permanecer em regime fechado. Os discursos destacaram críticas ao que os organizadores classificaram como “excessos do Judiciário” e à condução dos processos contra o ex-presidente.
Durante o ato, Izalci Lucas afirmou que a mobilização representa uma reação às decisões do STF e pediu maior engajamento político dos apoiadores. Sebastião Coelho, por sua vez, reforçou a necessidade de pressionar o Congresso para aprovar medidas de anistia. Os participantes exibiram faixas e cartazes contra ministros da Corte e entoaram palavras de ordem em defesa de Bolsonaro.
A manifestação também trouxe à tona críticas às investigações envolvendo o Banco Master, citado em apurações sobre financiamento de atos golpistas. Os organizadores alegaram perseguição política e defenderam que o ex-presidente seja tratado com “justiça e dignidade”.
Apesar do tom de protesto, o ato transcorreu de forma pacífica, sem registro de confrontos. A Polícia Militar acompanhou a movimentação e bloqueou parte da via para garantir a segurança dos participantes.
O evento reforça a estratégia de aliados de Bolsonaro de manter mobilizações públicas em defesa do ex-presidente. A pauta da anistia, defendida por parlamentares da base bolsonarista, segue como tema de disputa no Congresso.




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