“Assinei todas”, ressalta Flávio Bolsonaro sobre CPMI do Banco Master
- Luana Valente

- 22 de mai.
- 2 min de leitura
Senador também afirma que a base petista “tem medo da CPMI e, por isso, “nenhum [parlamentar] assinou”

Em discurso no Congresso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom contra o governo do PT e defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. O parlamentar acusou a base governista de tentar barrar as apurações e afirmou que a oposição não vai recuar diante das pressões políticas.
“Eu sou aquele que junto com as pessoas que estão aqui, nós o povo, vamos impedir o projeto de poder aqui nesse país”, declarou Flávio, em referência ao que considera uma tentativa do PT de se perpetuar no poder.
O senador também cobrou a presença de empresários ligados ao setor financeiro na CPMI: “Eu quero Daniel Vorcaro e Augusto Urima sentado naquela CPMI, falando qual é a relação que eles tinham com Flávio Bolsonaro e também qual é a relação que eles tinham com Lula, qual a relação que eles tinham com Alexandre de Moraes, porque eu não tenho nada a temer, eu não tenho nada a esconder”, enfatizou.
Ao criticar parlamentares governistas por não assinarem os pedidos de investigação, Flávio reforçou: “Vocês têm medo dessa CPMI, nenhum de vocês assinou, eu assinei todas”.
O senador ainda acusou o governo de envolvimento em irregularidades no sistema previdenciário: “O escândalo do roubo dos aposentados do INSS, uma excrescência além de roubar a esperança da nossa juventude, mais uma vez o governo do PT roubando os nossos aposentados”, afirmou.
Flávio citou o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e criticou o que chamou de possíveis interferências na condução das investigações da Polícia Federal. Segundo ele, a oposição pretende “resgatar o país” e impedir que o governo controle os rumos das apurações.
O embate em torno da CPMI do Banco Master promete intensificar a disputa política no Congresso, com a oposição buscando ampliar o alcance das investigações e o governo tentando conter os avanços da comissão.




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