Bolsonaro parou de respirar 514 vezes em uma noite, aponta laudo médico
- Luana Valente

- 29 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Documento entregue ao STF revela quadro grave de apneia do sono durante período de prisão do ex-presidente

Um laudo médico apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que o ex-presidente da República parou de respirar 514 vezes em apenas uma noite enquanto estava sob custódia na sede da Polícia Federal em Brasília. O exame, segundo informações divulgadas pela revista Veja, também registrou 470 episódios de apneia do sono, cada um com duração entre dez e 25 segundos.
A apneia do sono é um distúrbio caracterizado por interrupções repetidas da respiração durante o descanso noturno. Essas pausas reduzem a oxigenação do sangue e fragmentam o sono, podendo provocar sonolência diurna, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares, hipertensão, arritmias e acidentes. No caso de Bolsonaro, os números apresentados no documento indicam um quadro considerado grave, que exige acompanhamento médico constante.
O laudo foi anexado em petições da defesa ao STF como parte da argumentação sobre as condições de saúde do ex-chefe do Executivo. Bolsonaro, que cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado, já havia sido internado para tratar de uma hérnia inguinal e passou por procedimentos para conter crises de soluços persistentes. Médicos chegaram a realizar bloqueios anestésicos nos nervos do diafragma para tentar controlar os sintomas.
De acordo com especialistas, o tratamento da apneia do sono pode incluir mudanças no estilo de vida, como perda de peso e dormir de lado, além do uso de aparelhos intraorais ou de dispositivos como o CPAP, que mantém as vias aéreas abertas por meio de pressão positiva contínua. Em casos mais severos, há indicação de cirurgia.
O quadro clínico de Bolsonaro, descrito no documento, reforça a necessidade de atenção médica especializada. Embora o ex-presidente esteja em condição estável, os episódios de apneia registrados no exame evidenciam riscos significativos para sua saúde, especialmente considerando o histórico de internações e procedimentos recentes.




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