“Brasil exporta violência”, diz presidente boliviano após encontro com Lula
- Luana Valente

- 17 de mar.
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Rodrigo Paz esteve em Brasília e alertou para avanço de facções criminosas brasileiras na Bolívia, pedindo cooperação regional contra o narcotráfico

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou nesta segunda-feira (16) que o Brasil “exporta violência” para países vizinhos, em referência à atuação de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho em território boliviano. A declaração foi dada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, marcada por discussões sobre segurança regional e combate ao narcotráfico.
Segundo Paz, a Bolívia enfrenta a expansão de grupos brasileiros que utilizam o país como rota estratégica para o tráfico de cocaína destinada à Europa. Ele destacou que, embora a Bolívia seja produtora de ilícitos, “o Brasil nos exporta violência”, apontando para o impacto direto das facções na escalada de homicídios e no fortalecimento de redes criminosas transnacionais.
O encontro ocorreu dias após a prisão do narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, considerado peça-chave no tráfico internacional e com ligações ao PCC. A captura reforçou a preocupação dos governos da região sobre a crescente influência das facções brasileiras além das fronteiras nacionais.
Apesar do tom crítico de Paz, Lula sinalizou para cooperação regional em inteligência e segurança, com possibilidade de ampliar acordos bilaterais e pressionar organismos internacionais para que facções sejam reconhecidas como organizações terroristas. A medida, segundo Paz, seria fundamental para endurecer o combate jurídico e policial contra esses grupos.
A fala do presidente boliviano repercutiu entre autoridades e especialistas, que veem na declaração um alerta sobre o papel do Brasil na dinâmica criminal sul-americana e a urgência de ações conjuntas para conter o avanço das facções.




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