Caminhoneiros param em protesto e pressionam Senado pela MP do Frete
- Luana Valente

- 13 de jul.
- 2 min de leitura
Categoria exige votação da medida provisória até 16 de julho para garantir piso mínimo e evitar colapso no transporte rodoviário

Caminhoneiros iniciaram nesta segunda-feira (13) uma paralisação em diferentes pontos do país, com destaque para o Porto de Santos, em São Paulo, em protesto contra a demora do Senado em votar a Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete. A medida, que estabelece regras para o pagamento do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas, expira no próximo dia 16 de julho caso não seja apreciada pelos senadores.
O movimento é liderado por entidades representativas da categoria, como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), presidida por Wallace Landim, o “Chorão”. Segundo os organizadores, a paralisação busca pressionar o Congresso a garantir a manutenção da tabela de frete e ampliar a fiscalização contra empresas que descumprirem os valores estabelecidos.
A MP prevê que transportadores autônomos recebam 70% do valor antes da viagem e o restante em até três dias após a entrega da carga. Também estabelece multas que podem chegar a R$ 1 milhão para empresas reincidentes e determina um piso salarial de R$ 5 mil mensais para motoristas contratados pela CLT em viagens de longa distância.
No Porto de Santos, caminhões foram estacionados em áreas estratégicas, provocando lentidão no tráfego e bloqueios pontuais. Em outros estados, como Mato Grosso do Sul, entidades monitoram o movimento, mas ainda não houve adesão em larga escala. Apesar disso, lideranças alertam que a mobilização pode se expandir nacionalmente caso o Senado não paute a votação até o prazo final.
A pressão recai sobre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não definiu quando a medida será analisada. O governo Lula acompanha de perto a situação para evitar um cenário semelhante ao de 2018, quando uma greve de caminhoneiros paralisou o país por dez dias e provocou forte impacto econômico.
Com o prazo se aproximando, a categoria reforça que não aceitará a caducidade da MP e promete intensificar os protestos caso não haja avanço no Senado.




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