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Campos Neto rompe silêncio e nega responsabilidade no caso Master


Em nota ao Estadão, ex-presidente do Banco Central afirma que não pode ser responsabilizado por falhas de terceiros em operações do Banco Master, alvo de investigação da CGU e da Polícia Federal.


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O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, se manifestou pela primeira vez sobre o chamado “caso Master”, que envolve suspeitas de irregularidades em operações do Banco Master, instituição de médio porte atualmente investigada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal.


Em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo, Campos Neto declarou que a presidência da autarquia não acompanha diretamente operações de bancos do segmento S3 e, portanto, não pode ser responsabilizada por falhas cometidas por terceiros. O economista ressaltou que não há responsabilidade da alta administração do BC sobre irregularidades praticadas por instituições privadas.


Vale frisar que supostas Irregularidades atribuídas ao período presidencial de 2019 a 2023 envolvem o sistema bancário. Enquanto grandes bancos dos grupos S1 e S2 são supervisionados pela diretoria do BC, a instituição de Daniel Vorcaro, classificada como S3, representava apenas 0,57% dos ativos nacionais.


A assessoria de Campos Neto destacou ainda que:


“São funcionários de carreira, que já estavam lá antes da gestão de Roberto Campos e assim seguiram até ano passado. O Diretor Paulo deixou a diretoria e assumiu como chefe adjunto do Desup, Departamento de Supervisão Bancária, que monitorava bancos pequenos e médios, e permaneceu lá até a liquidação. Os dois funcionários em questão contavam com o apoio dos quadros internos do próprio banco. A presidência do Banco Central não trata das operações específicas de bancos do segmento S3 e não pode ser responsabilizada por falhas de terceiros. A área de fiscalização e supervisão têm uma tradição histórica de ter funcionários de carreira do BC e foi o que ocorreu na gestão de Roberto Campos Neto.”

A manifestação ocorre em meio às pressões políticas e às apurações que já chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça decidiu que Campos Neto não é obrigado a comparecer à CPI do Crime Organizado, no Senado, que também passou a investigar o Banco Master.



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