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Cleitinho anuncia desistência da disputa pelo governo de Minas: “Não estou bem”


Reprodução
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) surpreendeu o cenário político mineiro ao anunciar, nesta segunda-feira (3), que não será candidato ao governo de Minas Gerais. Em pronunciamento emocionado, o parlamentar afirmou que atravessa um momento delicado após a morte do irmão e que precisa priorizar sua saúde e sua família.


“Quero me dirigir ao povo mineiro. Pedir perdão. Não é um momento fácil para mim e para minha família. Agora, do jeito que eu estou, não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim. Cuidando da minha família. Eu não estou bem”, declarou Cleitinho em vídeo divulgado nas redes sociais.


A decisão foi confirmada pelo Republicanos, que vinha preparando Cleitinho como principal nome para a disputa estadual. O presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, destacou que o partido ofereceu todas as condições para a candidatura, mas respeitou a escolha pessoal do senador. “É uma decisão difícil, mas compreensível diante das circunstâncias”, afirmou.


Cleitinho aparecia como favorito nas pesquisas recentes, liderando cenários de primeiro e segundo turno. Sua saída abre espaço para uma reconfiguração das alianças em Minas. O PL, que tinha o senador como opção para fortalecer o palanque de Jair Bolsonaro, deve se aproximar do ex-deputado Marcelo Aro (PP), que rompeu com o governo Romeu Zema e agora desponta como alternativa. Já no campo da esquerda, o PT avalia que a desistência pode fortalecer a candidatura de Patrus Ananias, que vinha em terceiro lugar nas sondagens.


O governador Romeu Zema, por sua vez, classificou como “decepção” a mudança de postura de Marcelo Aro, que deve herdar parte do espaço deixado por Cleitinho. Com a desistência, o estado passa a contar com oito nomes confirmados na corrida eleitoral, entre eles Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT), que figuram logo atrás do senador nas pesquisas.


Apesar de abrir mão da disputa, Cleitinho segue no Senado até 2030 e afirmou que pretende se recuperar antes de retomar qualquer projeto político. “Eu tenho que ser honesto com vocês. O meu momento hoje não está bem. Eu preciso recuperar, cuidar de mim”, disse. A decisão, marcada por forte carga emocional, altera significativamente o tabuleiro eleitoral mineiro e deixa em aberto o futuro das alianças partidárias no estado.



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