Condomínio de Bolsonaro processa ex-assessor de Janones
- Luana Valente

- 14 de jun.
- 1 min de leitura
Administração acusa Bernardo Barros de usar acesso de visitante para protestar próximo à casa do ex-presidente

O condomínio Solar Brasília, onde reside Jair Bolsonaro, ingressou com uma ação judicial contra Bernardo Moreira Amado Barros, ex-assessor do deputado André Janones, após episódio ocorrido em novembro de 2025. De acordo com a administração, Barros teria se identificado como visitante para entrar no residencial e, uma vez dentro, dirigiu-se às proximidades da casa do ex-presidente, onde realizou um protesto utilizando um megafone.
Segundo registros internos, Barros estava acompanhado de outras duas pessoas e teria trocado de roupa durante sua permanência no local. A administração afirma que o ato incluiu palavras de baixo calão e gerou ambiente hostil, considerado incompatível com a convivência entre os moradores, muitos deles famílias com crianças.
Na ação, o condomínio pede que Barros seja proibido de repetir a conduta e solicita a aplicação de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. O objetivo, segundo os advogados, é preservar a tranquilidade e a segurança dos moradores.
O episódio ocorreu no mesmo dia em que foi concluído o julgamento dos embargos de declaração apresentados por Bolsonaro, que cumpria prisão domiciliar. Dias depois, o ex-presidente teve a prisão preventiva decretada por suposta tentativa de violar condições do monitoramento eletrônico.
Bernardo Barros já havia sido exonerado da Câmara dos Deputados em 2024, após interromper uma transmissão da GloboNews com declarações políticas e xingamentos. O novo episódio reacende o debate sobre os limites entre o direito de manifestação e o direito à privacidade em espaços privados, especialmente quando envolve figuras públicas.




Comentários