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Desembargador é afastado após denúncias de abuso sexual

Atualizado: 28 de fev.

CNJ suspende Mágid Nauef Láuar, que absolveu acusado de estupro de vulnerável; magistrado é investigado por cinco relatos de violência sexual


Juarez Rodrigues/TJMG
Juarez Rodrigues/TJMG

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta sexta-feira (27) o afastamento imediato do desembargador Mágid Nauef Láuar, integrante da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A decisão ocorre após denúncias de abuso sexual feitas por cinco pessoas contra o magistrado, que agora é investigado pela Corregedoria Nacional de Justiça e também pela Polícia Federal.


Láuar ganhou repercussão nacional ao votar pela absolvição de um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos, em Indianópolis, no Triângulo Mineiro. Na ocasião, o desembargador alegou que havia “vínculo afetivo consensual” entre acusado e vítima, decisão que provocou forte reação pública e levou o Ministério Público de Minas Gerais a recorrer. Posteriormente, o magistrado voltou atrás e restabeleceu a condenação, determinando a prisão dos envolvidos.


Segundo o CNJ, os relatos de abuso sexual contra Láuar surgiram durante a análise de sua atuação nesse julgamento. As acusações envolvem possíveis crimes contra a dignidade sexual, e o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, determinou medida cautelar de afastamento enquanto as investigações prosseguem.


A Polícia Federal também deflagrou operação contra o desembargador, ampliando o cerco judicial e policial em torno do caso. O afastamento de Láuar representa um dos episódios mais graves recentes envolvendo membros do Judiciário brasileiro.

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