Desembargadores descobrem transferência bilionária do presidente do TJ-MA para o BRB
- Luana Valente

- 4 de fev.
- 2 min de leitura
Movimentação de R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais foi feita sem consulta ao colegiado e gerou forte reação interna no tribunal

Os desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) foram surpreendidos nesta semana ao descobrir que o presidente da Corte, Froz Sobrinho, autorizou a transferência de aproximadamente R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais para o Banco de Brasília (BRB). A decisão, tomada sem deliberação prévia do colegiado, provocou intenso debate interno e terminou em bate-boca entre os magistrados.
Segundo relatos, os recursos estavam anteriormente aplicados no Banco do Brasil, onde rendiam cerca de R$ 3 milhões mensais. Ao justificar a medida, Froz Sobrinho afirmou que a migração para o BRB foi uma escolha pessoal e que assume integralmente os riscos da operação. Ele destacou que a nova aplicação garante rendimento mensal próximo de R$ 15 milhões, cinco vezes superior ao obtido anteriormente.
Apesar da explicação, a transferência gerou desconfiança entre os desembargadores, sobretudo pelo histórico recente do BRB. A instituição financeira entrou na mira da Polícia Federal após realizar aportes no Banco Master e tentar adquirir a instituição, posteriormente liquidada pelo Banco Central por fraude bancária. Esse contexto reforçou a preocupação dos magistrados quanto à segurança da operação e à falta de transparência na condução da decisão.
A revelação expôs fissuras na administração do TJ-MA e levantou questionamentos sobre os limites da autonomia da presidência em movimentações financeiras de grande porte. Para alguns desembargadores, a ausência de consulta ao colegiado compromete a governança da Corte e pode fragilizar a credibilidade institucional.
Agora, a expectativa é que os órgãos de controle e fiscalização apurem essa movimentação bilionária. Enquanto isso, a polêmica segue repercutindo nos bastidores do Judiciário maranhense, ampliando a pressão sobre o presidente do tribunal.




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