Efeito Lula: Petista sinaliza diálogo com Trump em meio à crise diplomática com os EUA
- Luana Valente

- há 5 dias
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Presidente brasileiro anuncia que buscará contato direto com o líder americano após revogação de visto da embaixadora em Washington

A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos ganhou novos contornos nesta semana, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende conversar diretamente com Donald Trump. A declaração ocorre após Washington revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, medida considerada pelo Planalto como parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis”.
“Eles tomaram a atitude de cassar o visto da nossa embaixadora. Então, essa atitude é que eu acho irresponsável, impensada para um país que tem 203 anos de relação diplomática”, dispara Lula. O presidente acrescentou que já havia conversado com líderes como Xi Jinping e Vladimir Putin e que agora pretende incluir Trump em suas articulações. “Ontem falei com meu amigo Putin para eles se reunirem e vou falar com o Trump também”, afirmou.
O governo brasileiro anunciou que adotará o princípio da reciprocidade diplomática, previsto na Convenção de Viena, como resposta à decisão americana. Isso significa que medidas semelhantes poderão ser aplicadas contra representantes dos EUA em território brasileiro.
A tensão se soma a um histórico de atritos recentes, incluindo tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros e divergências sobre comércio e segurança. Para analistas, o gesto de Lula de buscar diálogo direto com Trump pode ser decisivo para reduzir o impasse ou, ao contrário, aprofundar o distanciamento entre os dois países.
Enquanto isso, diplomatas brasileiros reforçam que a prioridade é preservar canais de comunicação e evitar que a crise comprometa relações comerciais e políticas estratégicas. “O Brasil não pode aceitar imposições unilaterais, mas também não pode se dar ao luxo de romper com os Estados Unidos”, avaliou um interlocutor próximo ao Itamaraty.



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