Ex-dirigentes do INSS fecham delação e entregam Lulinha e políticos
- Luana Valente

- 25 de fev.
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Acordo de colaboração premiada expõe suposto esquema de fraudes na autarquia e envolve filho do presidente Lula e nomes ligados ao Centrão.

Dois ex-integrantes do alto escalão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o ex-procurador Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis, avançaram em um acordo de delação premiada que promete abalar o cenário político nacional. Presos desde novembro de 2025, os dois entregaram às autoridades detalhes sobre um esquema de fraudes na autarquia e citaram o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo apuração, os delatores também mencionaram políticos ligados ao Centrão, além da ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais do governo Jair Bolsonaro, Flávia Péres (ex-Flávia Arruda). As informações indicam que o esquema estaria relacionado a fraudes em descontos aplicados em benefícios previdenciários, com movimentação de valores milionários.
Embora os relatos tenham sido entregues às autoridades, o processo ainda corre sob sigilo e depende de validação formal. A defesa dos citados nega irregularidades e questiona a veracidade das delações. O caso integra a chamada Operação Sem Desconto, que investiga práticas ilícitas envolvendo aposentadorias e pensões.
A delação, caso confirmada, pode ter desdobramentos significativos tanto no campo jurídico quanto político, atingindo diretamente figuras próximas ao presidente Lula e ampliando o alcance das investigações sobre corrupção no INSS.




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