Gaspar critica INSS por manter acordo com Contag após rombo bilionário
- Luana Valente

- 7 de fev.
- 1 min de leitura
Relator da CPMI denuncia falta de freio governamental diante de entidade investigada por desviar R$ 3,4 bilhões

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), fez duras críticas à manutenção de acordos entre o Instituto Nacional do Seguro Social e entidades como a Contag, mesmo após denúncias de desvios bilionários em aposentadorias e pensões. Segundo Gaspar, o esquema de descontos indevidos e empréstimos consignados já provocou prejuízos que ultrapassam R$ 6 bilhões, atingindo diretamente aposentados e pensionistas em todo o país.
Durante depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller, Gaspar apontou falhas graves na fiscalização e condenou o fato de a Contag — uma das entidades investigadas por faturar R$ 3,4 bilhões em meio às irregularidades — continuar com acordos ativos junto ao governo. Para o parlamentar, a ausência de medidas imediatas para suspender tais contratos demonstra “falta de freio” e complacência institucional diante de um crime que lesou milhões de beneficiários.
A CPMI já aprovou dezenas de requerimentos, incluindo quebras de sigilo bancário e fiscal, além de pedidos de prisão preventiva de envolvidos. Gaspar reforçou que a comissão seguirá ampliando o cerco contra bancos, servidores e associações que lucraram com o esquema, destacando que o INSS não possui estrutura suficiente para fiscalizar todos os contratos e que a verificação atual é feita apenas por amostragem.
Esse embate expõe a fragilidade da governança previdenciária e coloca em xeque a credibilidade das parcerias mantidas pelo INSS, especialmente quando envolvem entidades sob investigação por fraudes bilionárias.




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