ALERTA: Defesa de Bolsonaro contesta laudo da PF e alerta para “risco concreto de morte”
- Luana Valente

- 6 de fev.
- 2 min de leitura
Advogados afirmam que ausência de cuidados médicos rigorosos pode agravar quadro clínico do ex-presidente

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu nesta sexta-feira (6) ao laudo médico elaborado pela Polícia Federal e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, resultado de exames e entrevistas realizados na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília, concluiu que Bolsonaro está bem assistido e não apresenta necessidade de internação hospitalar imediata. No entanto, os advogados sustentam que o parecer “não garante, de forma expressa, a possibilidade de manutenção do ex-presidente no atual local de custódia”.
“O laudo se limita a registrar a inexistência de indicação de internação hospitalar imediata, consignando, contudo, que o quadro clínico descrito exige a observância rigorosa de medidas médicas e assistenciais específicas”, ainda ressalta a defesa.
Além disso, os defensores frisam que o próprio laudo reconhece sobre o quadro clínico expondo que exige observância rigorosa de medidas médicas e assistenciais específicas. Eles destacaram que a eventual ausência dessas providências pode resultar em “descompensação clínica súbita, com risco concreto de morte”. A defesa também informou que o médico pessoal de Bolsonaro apresentará um laudo complementar para reforçar a necessidade de acompanhamento contínuo.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, concedeu prazo de cinco dias para que a defesa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o relatório da PF. A decisão sobre a manutenção da prisão ou eventual transferência para unidade hospitalar deverá considerar tanto o parecer oficial quanto o documento adicional da equipe médica de confiança do ex-presidente.
Os advogados argumentam que falta a apresentação do parecer do médico indicado como assistente técnico, que também endosará a análise quanto a compatibilidade entre o estado de saúde de Bolsonaro e o regime de custódia atualmente imposto




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