Jorginho Mello reage a Lula e acusa presidente de “não entregar nada” a Santa Catarina
- Luana Valente

- há 3 dias
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Após críticas de Lula em visita a Itajaí sobre políticas raciais, governador catarinense afirma que o presidente “só vem para falar mal” do estado e anuncia representação na PGR por xenofobia

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), reagiu duramente às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Itajaí, acusando-o de atacar injustamente os catarinenses e afirmando que Lula “não entrega nada” ao estado, vindo apenas para “falar mal”. O embate elevou a tensão política entre Planalto e governo estadual, com Jorginho anunciando representação contra Lula na Procuradoria-Geral da República.
Durante visita a Itajaí, Lula criticou a tentativa do governo catarinense de extinguir cotas raciais nas universidades estaduais — medida posteriormente considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Em seu discurso, o presidente afirmou que não se pode permitir que “prevaleça em Santa Catarina o racismo” e citou a “hegemonia branca”, chegando a mencionar Adolf Hitler como exemplo histórico de ideologias de superioridade racial.
A fala provocou reação imediata de Jorginho Mello, que classificou as declarações como ofensivas e generalizações contra a população catarinense. O governador declarou que Lula “só vem a Santa Catarina para falar mal” e que o presidente não entrega obras ou investimentos relevantes ao estado.
Jorginho anunciou que protocolará uma representação na Procuradoria-Geral da República contra Lula, acusando-o de xenofobia. Segundo o governador, o discurso ultrapassou os limites do debate político ao atingir diretamente a honra dos catarinenses. Ele destacou que Santa Catarina foi o estado que mais recebeu migrantes de outras regiões na última década, com mais de 500 mil novos moradores, o que, em sua visão, comprova o caráter acolhedor da população.
O embate ocorre em um cenário de forte rejeição ao PT em Santa Catarina, onde Lula e seu partido acumulam derrotas eleitorais há mais de 20 anos. A visita presidencial ao estado, marcada por críticas ao governo local, reforçou a polarização política. Jorginho, aliado de figuras da oposição como o senador Flávio Bolsonaro, tem usado os índices socioeconômicos catarinenses — como baixa desigualdade de renda e segurança pública — para rebater as acusações de racismo e “síndrome de grandeza” feitas por Lula.
Enquanto Lula insiste na crítica ao que chama de “hegemonia branca”, Jorginho acusa o presidente de preconceito contra os catarinenses e de negligência com o estado.




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