ALERTA: Lula defende ‘colocar alguém na cadeia’ por alta dos combustíveis
- Luana Valente

- há 2 horas
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Presidente chama de “gente mau caráter” e promete fiscalização com PF e Procons

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (1º), em entrevista à TV Cidade do Ceará, que será necessário “colocar alguém na cadeia” para conter aumentos dos preços dos combustíveis. A declaração ocorre mesmo após medidas de isenção de impostos adotadas pelo governo, que não contiveram a continuidade da alta nos preços.
Segundo Lula, parte dos reajustes é resultado da ação de “gente mau caráter” no setor. Ele anunciou que a Polícia Federal e os Procons estaduais intensificarão a fiscalização e que, em casos comprovados de abuso, os responsáveis poderão ser punidos criminalmente. O presidente também cobrou dos governadores a revisão do ICMS sobre combustíveis, como forma de aliviar o impacto para os consumidores.
“Como você tem gente mau caráter nesse país, tem gente que, mesmo recebendo para não aumentar, está aumentando. Então nós estamos com a Polícia Federal, estamos com todos os Procons dos estados, tudo fiscalizando, porque nós vamos ter que colocar alguém na cadeia”, disse o petista.
Lula voltou a classificar o conflito no Irã como “desnecessário” e destacou que as medidas adotadas por seu governo para conter o preço dos combustíveis “não têm relação” com aquelas implementadas na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo ele, “a política de Bolsonaro não tem nada a ver, a conjuntura é outra. Hoje enfrentamos uma guerra. Fizemos um acordo para que o Irã enriquecesse urânio com os mesmos métodos utilizados pelo Brasil, mas os Estados Unidos e a União Europeia não aceitaram. Isso não precisava resultar em guerra”, afirmou.
A fala repercutiu entre empresários do setor, que alegam que os preços refletem custos logísticos e variação cambial, além da política de preços da Petrobras. Para analistas, o endurecimento do discurso tem caráter político, buscando demonstrar firmeza diante da insatisfação popular, embora fatores externos limitem a capacidade do governo de controlar os valores nas bombas.




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