Lula sinaliza parceria com Trump contra corrupção e narcotráfico
- Luana Valente

- 24 de fev.
- 2 min de leitura
Petista busca cooperação internacional para enfrentar facções e magnatas do crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar disposto a unir forças com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma ofensiva conjunta contra o narcotráfico e a corrupção. Em declarações recentes, Lula destacou que o Brasil será “parceiro de primeira hora” caso Washington se comprometa de fato a combater o crime organizado, incluindo o tráfico de armas e drogas.
“Nosso desejo é colocar os magnatas da corrupção e do narcotráfico na cadeia, e para isso faremos qualquer sacrifício”, dispara o presidente durante visita oficial à Coreia do Sul.
A iniciativa surge em um momento delicado para o Brasil, que ocupa a 107ª posição no ranking mundial de percepção da corrupção, segundo a Transparência Internacional. O país enfrenta ainda a crescente influência de facções criminosas que dominam territórios urbanos e expandem suas operações para além das fronteiras nacionais. Lula enfatizou que a cooperação com os EUA será discutida em março, quando se encontrará com Trump em Washington, com o objetivo de aprofundar estratégias conjuntas contra o crime organizado internacional.
O discurso marca uma inflexão política: ao propor uma aliança com Trump, Lula tenta trabalhar a imagem de que o combate à corrupção e ao narcotráfico, mesmo entre líderes de espectros ideológicos distintos.
Vale frisar que Lula teve vínculos com a administrações do Partido dos Trabalhadores, e envolvido no escândalo do “mensalão”, ocorrido durante no seu primeiro mandato; o “petrolão”, que atravessou seu segundo governo e se estendeu ao de Dilma Rousseff; além dos desvios bilionários que atingiram aposentados e pensionistas do INSS. Soma-se ainda às irregularidades as fraudes relacionadas ao Banco Master, registradas no governo atual.




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