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Marcola, líder do PCC, é alvo de novo mandado em operação que prendeu Deolane Bezerra


Ministério Público e Polícia Civil miram esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa


Reprodução: fotomontagem
Reprodução: fotomontagem

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil deflagraram nesta semana a Operação Vérnix, que teve como alvo o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, preso há 27 anos e condenado a mais de 300 anos de prisão. A ação também resultou na prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, em Alphaville, na Grande São Paulo, após seu retorno da Itália.


Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada e uma transportadora de cargas em Presidente Venceslau (SP) para movimentar valores ilícitos e dar aparência legal ao dinheiro. Foram bloqueados mais de R$ 357 milhões em contas e apreendidos 39 veículos avaliados em cerca de R$ 8 milhões.


Além de Marcola e Deolane, outros nomes da família Camacho foram atingidos pelos mandados, incluindo o irmão Alejandro Camacho, a sobrinha Paloma Sanches Herbas Camacho, detida em Madri, e o sobrinho Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Também foi preso Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do esquema.


Marcola, considerado pelas autoridades como líder máximo do PCC, está preso desde 1999 e já passou por 19 presídios diferentes antes de ser transferido para o sistema penitenciário federal em 2019. Apesar de negar a liderança da facção, seu nome continua associado às principais decisões estratégicas do grupo criminoso.


A operação representa mais um esforço das autoridades para sufocar o braço financeiro do PCC, considerado essencial para a manutenção da facção. O caso segue em investigação e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.



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