María Corina celebra prisão de Maduro e convoca venezuelanos para transição democrática
- Luana Valente

- 4 de jan.
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Líder da oposição afirma que chegou a hora da soberania popular prevalecer e pede mobilização dentro e fora do país

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, divulgou uma nota oficial neste domingo celebrando a prisão de Nicolás Maduro e conclamando os cidadãos a se manterem mobilizados para o que chamou de “Transição Democrática”. Segundo Machado, o ex-presidente passa a responder, a partir de agora, à Justiça internacional pelos “crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de muitas outras nações”.
Em sua declaração, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 destacou que a captura de Maduro representa o cumprimento da promessa feita pelos Estados Unidos de “fazer valer a lei” diante da recusa do chavista em aceitar uma saída negociada. Para Corina, o momento marca o início de uma nova etapa política na Venezuela, em que a soberania popular e nacional devem prevalecer.
Machado afirmou que o país está pronto para “restabelecer a ordem, libertar os presos políticos, construir um país excepcional e trazer nossos filhos de volta para casa”. Ela ressaltou que a luta de anos da oposição “valeu a pena” e que “o que tinha que acontecer está acontecendo”.
A dirigente também reforçou o reconhecimento de Edmundo González Urrutia como presidente legítimo da Venezuela, eleito em 28 de julho, e pediu que ele assuma imediatamente seu mandato constitucional. Segundo Corina, González deve ser reconhecido como comandante em chefe da Força Armada Nacional, em um gesto que consolidaria a transição política.
Em tom de mobilização, Machado convocou os cidadãos a permanecerem “vigilantes, ativos e organizados” até que a transição se concretize. Aos que vivem no país, pediu que estejam prontos para seguir as orientações que serão divulgadas em breve pelos canais oficiais da oposição. Aos que estão no exterior, solicitou que atuem junto a governos e sociedades estrangeiras para fortalecer o processo de reconstrução nacional.
“Esta é a hora dos cidadãos”, declarou Corina, dirigindo-se tanto aos que arriscaram tudo pela democracia nas eleições de julho quanto à diáspora venezuelana. “A Venezuela será livre! Vamos de mãos dadas com Deus, até o fim”, concluiu, em mensagem de confiança e esperança.
Com a prisão de Maduro, a Venezuela entra em um período decisivo, marcado pela expectativa de reorganização institucional e pela promessa de uma transição democrática liderada pela oposição.




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