Ministros do STF e familiares acumulam participação em mais de 30 empresas
- Luana Valente

- 15 de fev.
- 1 min de leitura
Levantamento da Folha revela vínculos societários em escritórios de advocacia, institutos jurídicos e negócios imobiliários

Um levantamento publicado pela Folha de S.Paulo revelou que nove ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e 12 parentes próximos figuram como sócios em pelo menos 31 empresas registradas no país. Entre elas, 13 são escritórios de advocacia ou institutos voltados ao direito, enquanto seis atuam no setor imobiliário, com foco em gestão, compra, venda e aluguel de imóveis próprios. O número pode ser ainda maior, já que sócios ocultos não aparecem nos registros públicos.
A participação de magistrados e familiares em sociedades privadas não é ilegal, mas especialistas apontam que a prática pode levantar questionamentos sobre potenciais conflitos de interesse, especialmente em áreas ligadas ao direito e à gestão patrimonial. O levantamento também identificou holdings e companhias educacionais entre os empreendimentos, ampliando o alcance dos negócios para além da esfera jurídica.
O ministro, em resposta às acusações, afirmou oficialmente que não exerce funções de administração ou gestão na empresa Maridt. Ele ressaltou que sempre se declarou impedido de participar de julgamentos envolvendo casos em que sua ex-esposa atuava. Antes disso, Dias Toffoli havia classificado as informações divulgadas como meras “ilações”, negando qualquer vínculo de amizade com o banqueiro Vorcaro e rejeitando a hipótese de ter recebido pagamentos dele. Apesar disso, reconheceu que figura como sócio da companhia.
Embora a legislação permita que ministros mantenham vínculos empresariais, a multiplicidade de negócios ligados a familiares diretos reforça a necessidade de maior escrutínio público.




Comentários