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Morte de “Sicário” de Daniel Vorcaro é confirmada em Belo Horizonte



Advogado oficializa óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como braço operacional do banqueiro investigado pela Polícia Federal


Reprodução
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O advogado Robson Lucas da Silva confirmou na noite desta sexta-feira (6), a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro. O óbito foi declarado às 18h55 no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após protocolo de morte encefálica.


Mourão estava preso desde fevereiro, acusado de atuar como executor de intimidações ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero, que investiga crimes de lavagem de dinheiro e práticas ilícitas relacionadas ao Banco Master. Segundo a Polícia Federal, o “Sicário” era responsável por monitorar adversários e executar ações de pressão contra desafetos do grupo.


O caso ganhou repercussão nacional após informações desencontradas sobre sua condição clínica. Inicialmente, circulou a notícia de que Mourão teria morrido na quarta-feira (4), após uma tentativa de suicídio na prisão. No dia seguinte, a defesa negou o óbito e informou que ele permanecia em estado grave. A confirmação definitiva veio apenas nesta sexta-feira, encerrando a controvérsia.


O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. A Polícia Federal deve apurar as circunstâncias da morte, incluindo possíveis falhas na custódia e na segurança do preso.


A morte de Mourão encerra um dos capítulos mais delicados da investigação sobre o núcleo de intimidação ligado a Vorcaro, reforçando a complexidade das apurações.


A Polícia Federal prendeu Mourão durante uma operação que apura um esquema de fraudes financeiras bilionárias ligado ao Banco Master. Na mesma ação, também foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como líder de uma organização criminosa dividida em diferentes núcleos.


Os investigadores sustentam que Mourão desempenhava papel essencial no funcionamento do grupo. Ele seria responsável por cumprir ordens que envolviam o monitoramento de pessoas, o acesso ilegal a sistemas sigilosos e a intimidação de adversários.


As apurações indicam ainda que Mourão recebia de Vorcaro cerca de R$ 1 milhão por mês como pagamento pelos serviços considerados ilícitos, reforçando a relevância de sua atuação dentro da estrutura criminosa.

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