Notificação polêmica: defesa questiona critérios do ICMBio em São Félix do Xingu (PA)
- Luana Valente

- 22 de jul.
- 2 min de leitura
Defesa contesta acusação contra neta de produtor rural em operação de fiscalização

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) notificou formalmente Ana Luiza, neta do pecuarista Pedro Ferreira Lima, conhecido na região de São Félix do Xingu como “Pedro Coco”. A jovem foi acusada de obstruir a retirada de animais em área pertencente à Estação Ecológica Terra do Meio, durante a chamada “Operação Pasto Nullus”. A medida, no entanto, é contestada pela própria Ana Luiza, afirmando que não estava sequer no Pará no momento da ação, mas em Rio Verde, Goiás.
A operação contou com apoio da Força Nacional e resultou no confisco do rebanho, sob alegação de fraude e irregularidade sanitária. Segundo o órgão ambiental, o gado criado em área de conservação não possuía rastreabilidade e não atendia às exigências para o abate. Apesar disso, os animais foram abatidos e a carne distribuída à população do município de Curralinho, no interior do Pará, decisão que gerou questionamentos jurídicos sobre os critérios de inspeção e a destinação final do produto.
Em postagem nas redes sociais, Ana Luiza relatou sua surpresa: “Fui surpreendida ao ser notificada pelo ICMBio com um auto de infração. Os agentes foram até o local onde eu estava apenas a passeio, na casa de um vizinho, alegando que eu estaria presente no local onde moradores da região se revoltaram e soltaram o gado do meu avô, que havia sido apreendido pelo órgão”.
A jovem reforçou que não participou dos acontecimentos: “Essa alegação não corresponde à realidade. Quando os fatos ocorreram, eu sequer estava no Pará. Eu estava em Rio Verde, Goiás, e só retornei ao Pará algum tempo depois, quando tudo isso já havia acontecido. Portanto, não participei”.
O caso expõe a tensão gerada pelos órgãos ambientais junto aos produtores rurais na região, ao aplicarem medidas consideradas desproporcionais. A defesa da família promete recorrer da notificação e questionar judicialmente os procedimentos adotados pelo ICMBio.




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