Operação da Polícia Federal expõe esquema milionário na Fundação Cultural
- Luana Valente

- 19 de mar.
- 2 min de leitura
Prisão de assessor da Casa Civil e apreensão de R$ 500 mil em espécie levantam suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos públicos; deputados aliados de Helder Barbalho foram citados e planilha da PF

A Polícia Federal deflagrou em Belém uma operação que revelou indícios de corrupção na Fundação Cultural do Pará. Foram apreendidos R$ 500 mil em dinheiro vivo e identificados sinais de lavagem de R$ 3,8 milhões em contratos públicos. Entre os presos está Michel Silva Ribeiro, assessor da Casa Civil do governo estadual desde 2011, que foi exonerado após a prisão.
Além do dinheiro, os agentes encontraram uma planilha manuscrita citando nomes de deputados federais do Pará associados a valores sem explicação clara, o que reforça a suspeita de pagamento de propina.
O caso coloca em xeque a credibilidade da gestão cultural do estado e amplia a pressão política sobre o governo. Recursos que deveriam fomentar arte e preservar patrimônio podem ter sido desviados, prejudicando artistas e instituições locais.
Deputados citados em planilha da PF
Documento apreendido em operação contra corrupção na Fundação Cultural do Pará associa quatro parlamentares a valores expressivos. Todos são aliados do governador Helder Barbalho (MDB).
A Polícia Federal encontrou, durante operação em Belém, uma planilha manuscrita que cita quatro deputados federais do Pará. Os nomes aparecem vinculados a valores em espécie, em meio a suspeitas de contratos irregulares na área cultural.
Raimundo Santos (PSD): R$ 538 mil, maior valor registrado.
Henderson Pinto (MDB): R$ 485 mil.
Olival Marques (MDB): R$ 139 mil.
Keniston Braga (MDB): R$ 100 mil.
Embora não sejam formalmente investigados, a presença dos parlamentares no documento levanta dúvidas sobre possíveis articulações políticas em contratos públicos. Parte deles já se manifestou alegando surpresa ou estranheza, enquanto outros permanecem em silêncio.
O caso reforça a pressão sobre o governo estadual e expõe fragilidades na gestão de recursos destinados à cultura.




Comentários