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Operação da Polícia Federal expõe esquema milionário na Fundação Cultural


Prisão de assessor da Casa Civil e apreensão de R$ 500 mil em espécie levantam suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos públicos; deputados aliados de Helder Barbalho foram citados e planilha da PF


Reprodução
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A Polícia Federal deflagrou em Belém uma operação que revelou indícios de corrupção na Fundação Cultural do Pará. Foram apreendidos R$ 500 mil em dinheiro vivo e identificados sinais de lavagem de R$ 3,8 milhões em contratos públicos. Entre os presos está Michel Silva Ribeiro, assessor da Casa Civil do governo estadual desde 2011, que foi exonerado após a prisão.


Além do dinheiro, os agentes encontraram uma planilha manuscrita citando nomes de deputados federais do Pará associados a valores sem explicação clara, o que reforça a suspeita de pagamento de propina.


O caso coloca em xeque a credibilidade da gestão cultural do estado e amplia a pressão política sobre o governo. Recursos que deveriam fomentar arte e preservar patrimônio podem ter sido desviados, prejudicando artistas e instituições locais.


Deputados citados em planilha da PF


Documento apreendido em operação contra corrupção na Fundação Cultural do Pará associa quatro parlamentares a valores expressivos. Todos são aliados do governador Helder Barbalho (MDB).


A Polícia Federal encontrou, durante operação em Belém, uma planilha manuscrita que cita quatro deputados federais do Pará. Os nomes aparecem vinculados a valores em espécie, em meio a suspeitas de contratos irregulares na área cultural.


  • Raimundo Santos (PSD): R$ 538 mil, maior valor registrado.

  • Henderson Pinto (MDB): R$ 485 mil.

  • Olival Marques (MDB): R$ 139 mil.

  • Keniston Braga (MDB): R$ 100 mil.


Embora não sejam formalmente investigados, a presença dos parlamentares no documento levanta dúvidas sobre possíveis articulações políticas em contratos públicos. Parte deles já se manifestou alegando surpresa ou estranheza, enquanto outros permanecem em silêncio.


O caso reforça a pressão sobre o governo estadual e expõe fragilidades na gestão de recursos destinados à cultura.


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