Paraguai se alinha aos EUA em coalizão contra o crime organizado
- Luana Valente

- 11 de mar.
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Na Cúpula “Escudo das Américas”, Santiago Peña anuncia adesão à iniciativa liderada por Donald Trump, em contraste com a posição do governo brasileiro sobre facções criminosas.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, assumiu uma postura divergente da do Brasil ao tratar da cooperação com os Estados Unidos nas iniciativas de combate ao crime organizado no continente.
Durante a cúpula “Escudo das Américas”, realizada em Washington com a presença do presidente norte-americano Donald Trump, Peña oficializou a entrada do Paraguai na Coalizão Anticartéis das Américas.
Segundo ele, a aliança reúne países do hemisfério em um esforço conjunto para enfrentar redes criminosas transnacionais ligadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e a outras práticas ilícitas. Peña destacou que o Paraguai terá participação ativa nas operações da coalizão: “Hoje reafirmamos nosso compromisso firme com a segurança regional e com a proteção do nosso povo”, declarou.
O presidente também ressaltou que o acordo estabelece uma estrutura formal de cooperação entre os governos do continente. “Na Cúpula ‘Escudo das Américas’, sob a liderança do presidente Trump e junto a líderes de toda a região, assinamos a criação da Coalizão Anticartéis das Américas”, afirmou.
Essa posição contrasta com a do governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, que rejeita a classificação de facções como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas em iniciativas conduzidas pelos EUA. Para Brasília, tais grupos não possuem caráter político ou ideológico, atuando apenas como organizações criminosas voltadas ao lucro, o que não se enquadraria na definição de terrorismo.




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