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Prefeitos de Manaus, Rio Branco e Belém lideram ranking negativo na Amazônia Legal



Levantamento da AtlasIntel aponta David Almeida, Tião Bocalom e Igor Normando entre os gestores mais mal avaliados das capitais amazônicas em 2025


David Almeida, Tião Bocalom e Igor Normando (Fotos: Val Fernandes/Assecom; Bruno Cruz/Ag. Pará; Antonio Pereira/Semcom | Composição: Klinton Gean/Cenarium
David Almeida, Tião Bocalom e Igor Normando (Fotos: Val Fernandes/Assecom; Bruno Cruz/Ag. Pará; Antonio Pereira/Semcom | Composição: Klinton Gean/Cenarium

Um levantamento nacional realizado pela AtlasIntel revelou que os prefeitos de Manaus, Rio Branco e Belém ocupam as últimas posições no ranking de avaliação dos gestores das capitais da Amazônia Legal em 2025. Os nomes de David Almeida (Avante), Tião Bocalom (PL) e Igor Normando (MDB) aparecem como os mais mal avaliados, refletindo insatisfação popular com suas administrações.


Segundo a pesquisa, que ouviu mais de 82 mil entrevistados entre 6 de novembro e 15 de dezembro, os três prefeitos figuram nas últimas colocações em termos de aprovação e desempenho. A metodologia da AtlasIntel, reconhecida por seu rigor estatístico, apresenta margem de erro mínima e 95% de nível de confiança, reforçando a credibilidade dos resultados. A avaliação negativa dos gestores chama atenção por se tratar de capitais estratégicas na região amazônica, onde os desafios de infraestrutura, saúde e segurança pública são constantes.


David Almeida, prefeito de Manaus, lidera a lista dos mais mal avaliados. Sua gestão tem sido alvo de críticas relacionadas à mobilidade urbana e à condução de políticas sociais. Em Rio Branco, Tião Bocalom enfrenta forte rejeição, especialmente por posicionamentos polêmicos e dificuldades na execução de projetos estruturantes. Já em Belém, Igor Normando, que assumiu recentemente após a saída de Edmilson Rodrigues, aparece com baixa aprovação, reflexo de expectativas frustradas e da percepção de falta de avanços concretos.


O contraste é evidente quando comparado ao desempenho de outros prefeitos da Amazônia Legal. No topo do ranking está Eduardo Braide (PSD), de São Luís, que alcançou 72% de avaliação positiva e 82% de aprovação, consolidando-se como exemplo de gestão bem avaliada na região. A diferença entre os extremos evidencia a disparidade na condução das administrações municipais e o impacto direto na percepção da população.


O resultado da pesquisa reforça o desafio que os gestores amazônicos enfrentam em um cenário de alta complexidade. A região demanda políticas públicas eficazes para lidar com problemas históricos, como saneamento básico precário, transporte público deficitário e pressões ambientais. A baixa avaliação dos prefeitos de Manaus, Rio Branco e Belém pode se tornar um fator decisivo para o futuro político desses líderes, especialmente em um contexto de eleições municipais que se aproximam.


Em síntese, o levantamento da AtlasIntel expõe um retrato preocupante da gestão pública em três das principais capitais amazônicas. A insatisfação popular registrada em 2025 sinaliza a necessidade urgente de mudanças de rumo e maior atenção às demandas da população, sob pena de aprofundar a crise de confiança entre sociedade e poder público.

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