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Prefeitura de Belo Horizonte registra enterro de “Sicário” antes da morte


Documento oficial apontava enterro em fevereiro, mas morte ocorreu em março após prisão pela Polícia Federal


Reprodução
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A Prefeitura de Belo Horizonte admitiu um erro no sistema que controla sepultamentos na capital mineira. O registro indicava que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como homem de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro, havia sido enterrado em 8 de fevereiro. No entanto, sua morte só aconteceu em março, após tentativa de suicídio dentro da carceragem da Polícia Federal.


Preso em 6 de março, Sicário foi socorrido e levado ao Hospital João XXIII depois de tentar tirar a própria vida. Segundo a defesa, ele não resistiu às complicações decorrentes da falta de oxigenação cerebral, que resultaram em morte encefálica. A certidão de óbito foi emitida no dia seguinte pelo Cartório do 1º Subdistrito de Belo Horizonte, sem detalhar a causa, apenas informando que exames complementares estavam pendentes.


O equívoco no sistema municipal, que apontava o sepultamento quase um mês antes do óbito, foi corrigido pela Prefeitura, que atribuiu a falha a um erro de digitação. O corpo de Sicário foi enterrado no tradicional Cemitério do Bonfim.


Especialistas ouvidos pelo Metrópoles destacaram que situações como essa são raras, mas podem ocorrer quando há pressa da família em realizar o sepultamento, mesmo sem a conclusão dos exames médicos. Nesses casos, os documentos podem ser atualizados posteriormente.






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