Presidente do MBL ameaça Flávio Bolsonaro em vídeo
- Luana Valente

- 31 de jan.
- 2 min de leitura
Declarações de Renan Santos reacendem tensão na direita e levantam debate sobre limites da retórica política

O presidente do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, protagonizou uma polêmica ao atacar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma transmissão ao vivo. No vídeo, gravado em dezembro de 2025 e que voltou a circular nas redes sociais, Santos afirmou que o parlamentar “tem que morrer” e prometeu “destruí-lo”. As declarações, de tom agressivo, rapidamente viralizaram e geraram forte repercussão política.
Durante a transmissão, Renan chamou Flávio Bolsonaro de “ladrão”, “traíra” e “corrupto”, acusando-o de enfraquecer pautas defendidas pelo MBL e de favorecer o Supremo Tribunal Federal. O dirigente também responsabilizou o senador pela perda de força da Operação Lava Jato e pela ascensão do bolsonarismo nas ruas. Em meio às críticas, o ex-presidente Jair Bolsonaro também foi alvo, acusado de ter “entregado pautas” ao STF e de se beneficiar da atuação do filho.
“Flávio Bolsonaro é um ladrão. Nossa função histórica (do MBL) não é só acabar com a roubalheira e com a esquerda. O traíra tem de morrer. O traíra é Flávio Bolsonaro, ele precisa ser destruído. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro disse.
Apesar da gravidade das falas, pessoas próximas a Flávio Bolsonaro indicam que o senador não pretende adotar medidas judiciais contra Renan Santos, avaliando que as declarações têm caráter de provocação política. Ainda assim, o episódio expõe fissuras dentro da direita brasileira, com Renan tentando se projetar como alternativa ao bolsonarismo por meio de ataques diretos e radicais.
A repercussão nas redes sociais foi imediata, com trechos da live sendo amplamente compartilhados e gerando debates sobre os limites da liberdade de expressão frente a declarações que podem ser interpretadas como incitação à violência.




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