Vorcaro revela: venda do Will Bank a fundo árabe foi travada pela liquidação do Master
- Luana Valente

- 31 de jan.
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Banqueiro diz que Mubadala Capital assinaria contrato no mesmo dia em que Banco Central decretou intervenção

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal, o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarou que a venda do Will Bank estava acertada e seria oficializada em 18 de novembro do ano passado, data em que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master. O comprador seria o Mubadala Capital, fundo soberano de Abu Dhabi, conhecido por investimentos globais em energia, infraestrutura e tecnologia.
Segundo Vorcaro, o contrato estava pronto para ser assinado na manhã daquele dia, mas a operação foi interrompida pela intervenção do BC e pela deflagração da Operação Compliance Zero, que investigava irregularidades no grupo financeiro. O banqueiro relatou que, na véspera, já havia concluído a venda de outra parte do conglomerado para a Fictor, e que a transação com o Mubadala seria o passo seguinte.
O Will Bank, fintech fundada em Vitória (ES) em 2016, havia sido incorporado ao grupo Master e se destacava no mercado de cartões voltados às classes C, D e E. Apesar do crescimento acelerado, enfrentava dificuldades financeiras semelhantes às do Master, marcadas por expansão agressiva, crédito de alto risco e capital escasso.
Fontes próximas às negociações afirmaram que o Mubadala chegou a solicitar apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), na ordem de R$ 5,5 bilhões, para viabilizar a compra. As condições, contudo, não foram aceitas, o que contribuiu para o fracasso da transação.
A liquidação simultânea do Master e do Will Bank encerrou a trajetória de um dos grupos financeiros que mais cresceram no varejo popular nos últimos anos.




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