Produtora nega recursos de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro
- Luana Valente

- 14 de mai.
- 1 min de leitura
GOUP Entertainment afirma que longa Dark Horse não recebeu financiamento do Banco Master ou do banqueiro

A produtora GOUP Entertainment negou oficialmente que o banqueiro Daniel Vorcaro tenha financiado o filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação ocorreu após a divulgação de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece cobrando R$ 134 milhões de Vorcaro para viabilizar o projeto. Segundo reportagem do The Intercept Brasil, ao menos R$ 61 milhões teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025.
Em nota pública, a GOUP declarou “categoricamente” que não recebeu qualquer recurso do Banco Master ou de empresas ligadas ao banqueiro. A produtora enfatizou que o longa foi estruturado apenas com capital privado e sem uso de verbas públicas. O deputado federal Mário Frias, produtor executivo do filme, reforçou que Flávio Bolsonaro não possui sociedade na produção, limitando-se a ceder os direitos de imagem da família. Frias também negou a participação financeira de Vorcaro.
A empresa explicou que, por regras do mercado audiovisual norte-americano, investidores são protegidos por acordos de confidencialidade (NDAs). Admitiu ainda que pode ter apresentado o projeto a empresários, mas destacou que negociações não significam aporte efetivo de recursos. A GOUP repudiou tentativas de vincular o filme ao chamado “Caso Master” e afirmou estar à disposição das autoridades para esclarecimentos.
Flávio Bolsonaro confirmou ter buscado apoio financeiro de Vorcaro, mas alegou tratar-se de patrocínio privado e negou irregularidades. A declaração diverge com o posicionamento oficial da GOUP.




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