Senadores pedem quebra de sigilo da esposa de Alexandre de Moraes
- Luana Valente

- 30 de jan.
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Requerimento na CPI do Crime Organizado mira contratos milionários com o Banco Master e amplia tensão entre Legislativo e STF

Senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) apresentaram, em 29 de janeiro de 2026, um requerimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado solicitando a quebra de sigilo bancário e fiscal de Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O pedido abrange movimentações financeiras entre 1º de janeiro de 2024 e 1º de janeiro desse ano, incluindo registros fiscais, investimentos e informações em sistemas da Receita Federal, Banco Central e Coaf. O objetivo declarado é identificar padrões atípicos de movimentação financeira e possíveis vínculos ligados às investigações da CPI sobre organizações criminosas.
O requerimento menciona diretamente um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci, avaliado em cerca de R$ 129 milhões ao longo de três anos. O acordo previa a defesa da instituição em processos junto ao Banco Central, Receita Federal, Congresso Nacional e outros órgãos. Os senadores alegam que o banco teria se beneficiado de “interlocuções informais” e da “influência de altas autoridades dos três Poderes” para obter vantagens indevidas.
O pedido ainda precisa ser avaliado pela CPI e pode ser submetido à análise da Câmara dos Deputados antes de ser encaminhado formalmente aos órgãos competentes. Até o momento, Viviane Barci não se manifestou sobre o caso. A iniciativa amplia a tensão entre setores do Legislativo e o Supremo Tribunal Federal, já que envolve diretamente a família de um ministro.




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