Sobem 62% as denúncias de assédio moral nos órgãos federais no governo Lula em 2025
- Luana Valente

- 5 de jan.
- 2 min de leitura
Relatório da CGU aponta média de 20 registros diários, envolvendo 301 órgãos federais

O ano de 2025 foi marcado por uma disparada nas denúncias de assédio moral dentro da administração federal. Segundo dados da Controladoria-Geral da União (CGU), foram registradas 7,2 mil queixas ao longo do ano, o que representa uma alta de 62% em relação a 2024. Em média, 20 denúncias por dia chegaram às ouvidorias dos órgãos públicos, revelando um cenário de crescente preocupação com o ambiente de trabalho no governo Lula.
As manifestações foram registradas em 301 órgãos federais, com destaque para a própria CGU, que lidera o ranking com 676 queixas. Logo atrás aparecem o Ministério do Trabalho (325) e o Ministério da Saúde (198). Outras instituições também figuram na lista, como a Fiocruz e a Eletronuclear, evidenciando que o problema se espalha por diferentes áreas da máquina pública.
O levantamento mostra ainda que o crescimento das denúncias não é um fenômeno isolado de 2025. Desde 2020, quando foram contabilizados pouco mais de mil registros, o número vem aumentando de forma contínua, chegando a um salto de 600% em cinco anos. A CGU atribui parte desse aumento à ampliação dos canais de registro e à maior conscientização sobre o tema, ressaltando que os dados refletem relatos que ainda precisam ser confirmados após investigação.
Apesar da justificativa oficial, o volume de denúncias chama atenção para a necessidade de políticas mais efetivas de prevenção e combate ao assédio moral no serviço público. Especialistas apontam que o fortalecimento dos canais de denúncia é positivo, mas que deve vir acompanhado de medidas de proteção às vítimas e responsabilização dos agressores, para que os números não se limitem a estatísticas sem consequência prática.
O governo Lula, por sua vez, enfrenta o desafio de lidar com a repercussão desses dados em meio ao discurso de valorização do funcionalismo público. A escalada das denúncias reforça a urgência de ações concretas para garantir ambientes de trabalho mais saudáveis e respeitosos, evitando que o assédio moral se torne uma prática naturalizada dentro da estrutura estatal.




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