Tarcísio critica homenagem a Lula em desfile e aponta “alas que faltaram”
- Luana Valente

- 18 de fev.
- 2 min de leitura
Governador de São Paulo acusa Acadêmicos de Niterói de propaganda política e cita escândalos como Mensalão e desvios do INSS

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou duramente o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado no último domingo (15) no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo publicado em suas redes sociais, Tarcísio afirmou que a apresentação foi uma “propaganda política descarada” e que “faltaram alas sobre o Mensalão, o Petrolão e os roubados do INSS”.
“O status do PT está capturado. Não cuida das pessoas e não constrói as bases para o desenvolvimento consistente. Aliás, todos sentimos falta no desfile de algumas alas. Por exemplo, a ala ‘os Correios faliram e o Lula não viu’. Ou quem sabe, a ala ‘de pai para filho’ ou ‘de volta à cena do crime’. Ou quem sabe ainda, a ala dos roubados do INSS’. Também faltaram alusões ao Mensalão, ao Petrolão, Sete Brasil, Rombo dos Postalis, ao caso Abreu e Lima, a Operação Acrônimo e por aí vai. O que não falta é escândalo. Um verdadeiro carnaval com o nosso dinheiro. Está na hora de acordar”, afirmou o governador em trecho a gravação.
O desfile contou a trajetória de Lula, desde sua infância até a chegada à Presidência, e foi marcado por forte simbolismo político. Para Tarcísio, a iniciativa levanta questionamentos sobre a isonomia na aplicação da legislação eleitoral, já que, segundo ele, situações semelhantes levaram à inelegibilidade de Jair Bolsonaro. O governador chegou a citar Maquiavel em sua crítica, pedindo que “o Brasil acorde” diante do que classificou como favorecimento político disfarçado de manifestação cultural.
“Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei”, disse Tarcísio ao citar Nicolau Maquiavel. “O uso parcial e seletivo do poder público favorecendo aliados, enquanto aplica rigorosamente a lei contra opositores. Nas eleições de 22, o Brasil viu uma postura muito dura em relação ao Bolsonaro. Declarado inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante a reunião com embaixadores, que foi realizada em julho de 22, no Palácio do Alvorada”, e ressaltou Tarcísio.
“No samba-enredo, havia um refrão com trecho do PT em quase todas as campanhas pós-redemocratização. Além disso, menções a bandeiras de campanha do atual governo, com direito à entrada do mandatário na avenida. Lamentavelmente, a sátira, a ironia, a pesquisa histórica, as homenagens e até a crítica, que sempre marcaram os carnavais, deram lugar à propaganda política descarada, ao desrespeito aos evangélicos, ao discurso divisionista”, disse Tarcísio ao destacar que o desfile teria extrapolado os limites culturais e se transformado em propaganda eleitoral antecipada.
A repercussão foi imediata: o vídeo de Tarcísio ultrapassou 10 milhões de visualizações em menos de 48 horas, somando milhões de interações no Instagram, Facebook e X (antigo Twitter).



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