Vorcaro, Lula e Lewandowski: Governo no olho do furacão do Banco Master
- Luana Valente

- 27 de jan.
- 2 min de leitura
Reunião fora da agenda

O governo Lula enfrenta sérias implicações no escândalo do Banco Master. Em dezembro de 2024, o presidente recebeu no Palácio do Planalto o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco, em reunião fora da agenda oficial. Vorcaro estava acompanhado do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, contratado como consultor por cerca de R$ 1 milhão mensais, e de Augusto Lima, ex-sócio do banco. A reunião foi confirmada por veículos como Folha de S.Paulo, UOL e Metrópoles, mas não comentada pela Secretaria de Comunicação da Presidência.
O Banco Master é alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um esquema bilionário de venda de ativos inexistentes envolvendo o banco e o BRB (Banco de Brasília). Vorcaro foi preso, e as investigações apontam para uma rede de lobby e influência que alcança o núcleo do governo federal.
Outro ponto explosivo é a revelação de que o atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, recebeu cerca de R$ 5,25 milhões em contratos de consultoria com o Banco Master, mesmo após assumir o cargo. O contrato previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e não foi cancelado quando Lewandowski passou a comandar a pasta. A manutenção desse vínculo levanta questionamentos sobre conflito de interesses e ética pública.
A expressão usada por analistas políticos resume o cenário: Lula e seu governo estão diretamente implicados. Além da reunião com Vorcaro, houve participação de figuras centrais como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, que também se reuniu com o banqueiro. O caso expõe fragilidades na gestão de agendas e na separação entre interesses privados e públicos.
O escândalo já chegou ao Supremo Tribunal Federal, com ministros como Dias Toffoli sendo envolvidos em articulações para conter danos políticos. A revelação de encontros sigilosos e contratos milionários mina a narrativa de transparência do governo e pode trazer consequências jurídicas, à medida que a investigação da Polícia Federal avança sobre responsabilidades administrativas e criminais.
O caso Vorcaro-Master não é apenas um escândalo financeiro: tornou-se um teste de credibilidade para o governo Lula. A presença de Lewandowski na folha do banco e a reunião fora da agenda oficial colocam o Planalto em posição delicada, com risco de desgaste político profundo e possíveis desdobramentos judiciais.




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