Vorcaro pagava R$ 1 milhão por mês para núcleo de intimidação, revela ministro André Mendonça
- Luana Valente

- 5 de mar.
- 1 min de leitura
Operação Compliance Zero expõe esquema de obstrução e intimidação ligado ao Banco Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, desembolsava cerca de R$ 1 milhão por mês para sustentar um núcleo de intimidação e obstrução da Justiça. A informação veio à tona durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira, 4 , que levou à prisão de Vorcaro e de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, apontado como responsável por coordenar a estrutura paralela.
Segundo Mendonça, o grupo funcionava como uma milícia privada, apelidada de “A Turma”, com a missão de monitorar ilegalmente autoridades, jornalistas e adversários, além de tentar neutralizar investigações em curso. A operação também determinou o sequestro de bens avaliados em até R$ 22 bilhões, ampliando o impacto financeiro sobre o Banco Master e seus negócios.
A defesa de Vorcaro afirmou que o banqueiro “sempre esteve à disposição das autoridades” e que colabora de forma transparente com as investigações. Ele já havia sido preso em novembro de 2025 e voltou a ser detido nesta nova etapa da operação.
O caso expõe a gravidade da utilização de estruturas privadas para influenciar processos judiciais e atacar a liberdade de imprensa, reforçando a preocupação do STF com tentativas de obstrução da Justiça e intimidação de agentes públicos.




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