Zema muda o tom e elogia Flávio
- Luana Valente

- 29 de mai.
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Governador de Minas reconhece ação do senador na classificação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA e critica postura de Lula e do PT

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), surpreendeu ao mudar o tom em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em declaração recente, Zema elogiou a atuação do parlamentar na articulação que levou os Estados Unidos a classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo o mineiro, Flávio “fez o que Lula e o PT tentaram impedir”, destacando que a medida representa um avanço no combate ao crime organizado.
A decisão do Departamento de Estado norte-americano, anunciada para entrar em vigor em 5 de junho, permite que os EUA utilizem instrumentos legais e financeiros para bloquear recursos das facções e ampliar a cooperação internacional contra o narcotráfico. Flávio Bolsonaro comemorou o resultado, afirmando que conseguiu “fazer mais pelo Brasil em uma viagem do que o PT em anos de mandato”.
Zema, que vinha adotando postura crítica em relação ao senador, afirmou que a soberania nacional não está ameaçada por forças externas, mas sim “roubada” por facções criminosas que dominam territórios dentro do país. O governador acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores de “passar pano para bandido” e de não enfrentar o crime organizado de forma efetiva.
A mudança de discurso chamou atenção no cenário político, já que Zema havia dito anteriormente que uma candidatura de Flávio poderia favorecer Lula nas eleições. O elogio, portanto, sinaliza uma tentativa de aproximação com setores da direita e pode indicar uma estratégia de recomposição de alianças no campo conservador.
O episódio evidencia como a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos EUA se tornou um ponto de inflexão no debate político brasileiro. Ao reconhecer o papel de Flávio Bolsonaro, Zema reforça o discurso de endurecimento contra o crime organizado e busca se posicionar como alternativa viável na disputa eleitoral.




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