2 de Julho: Petistas enfrentam vaias e protestos em evento na Lapinha
- Luana Valente

- há 2 horas
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Governador Jerônimo Rodrigues, senador Jaques Wagner e ex-ministro Rui Costa também foram alvo de cobranças sobre segurança pública

O tradicional desfile nesta quarta-feira (2), em Salvador, que celebra a luta pela Independência da Bahia, foi marcado por protestos contra lideranças do Partido dos Trabalhadores. O governador Jerônimo Rodrigues (PT), o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-ministro Rui Costa (PT), pré-candidato ao Senado, foram recebidos com vaias e críticas ao chegarem à Lapinha, ponto inicial do cortejo.
Entre os manifestantes, alguns exibiam cartazes com a frase “Jaques Master”, em referência à Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suposta atuação de Wagner como intermediário político de interesses privados ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, preso por fraudes financeiras. O episódio reforçou o desgaste da imagem do senador, que evitou comentar o caso durante o evento.
Além das críticas direcionadas a Wagner, o governador Jerônimo Rodrigues foi alvo de cobranças sobre segurança pública. Uma manifestante chegou a se aproximar do chefe do Executivo baiano e afirmou que “seu sorriso vai acabar”, sendo contida pela equipe de segurança. Rui Costa, que acompanha Rodrigues na disputa eleitoral, também foi citado nos protestos, evidenciando a insatisfação popular com a chapa petista.
O desfile do 2 de Julho, considerado uma das maiores celebrações cívicas da Bahia, tradicionalmente funciona como palco político. Neste ano, a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou atenção, já que o evento costuma ser espaço de afirmação da presença petista no estado.
O clima de hostilidade não se restringiu ao PT: o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), também foi alvo de vaias, mas minimizou o episódio, afirmando que manifestações fazem parte da democracia.
O episódio revela um cenário de polarização crescente na política baiana, com o PT enfrentando críticas em seu reduto histórico e adversários igualmente expostos à insatisfação popular. A repercussão dos protestos pode ter impacto direto na disputa eleitoral de outubro, em um estado que há quase duas décadas é governado pelo partido.




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