Valdemar Costa Neto extingue comando nacional do PL Mulher após saída de Michelle Bolsonaro
- Luana Valente

- há 7 horas
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Presidente do partido afirma que “ninguém tem o tamanho de Michelle” e aposta em diretórios estaduais para manter ala feminina ativa

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, anunciou a extinção da presidência nacional do PL Mulher, após a saída de Michelle Bolsonaro do cargo em 30 de junho. A decisão foi justificada pela dificuldade em encontrar uma substituta “à altura” da ex-primeira-dama, que, segundo Valdemar, deu grande visibilidade à ala feminina da legenda. “Ninguém tem o tamanho de Michelle”, declarou o dirigente, ao confirmar que a estrutura passará a funcionar apenas com presidentes estaduais, subordinadas diretamente à direção nacional.
Michelle Bolsonaro havia assumido o comando do PL Mulher em 2023 e foi responsável por organizar diretórios femininos em diversos estados, ampliando a participação das mulheres no partido e fortalecendo a base bolsonarista. Sua saída ocorreu em meio a tensões internas, especialmente após atritos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria pedido seu afastamento das decisões políticas. Michelle justificou a decisão afirmando que pretende se dedicar integralmente ao marido, Jair Bolsonaro, e à filha, mas não descartou disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal, possibilidade que deve ser definida até as convenções partidárias de julho.
A medida de Valdemar busca evitar disputas internas pelo comando nacional do PL Mulher, já que o espaço ganhou relevância política durante a gestão de Michelle. Ao descentralizar a estrutura, o presidente do partido aposta na continuidade do trabalho iniciado pela ex-primeira-dama, mas sem criar um novo polo de poder dentro da legenda. A decisão também reflete o esforço de manter a unidade partidária em meio às divergências entre lideranças ligadas ao bolsonarismo.
A saída de Michelle e a extinção do cargo nacional do PL Mulher marcam um novo capítulo na relação entre o partido e a família Bolsonaro. Enquanto Valdemar tenta preservar a coesão interna, a ex-primeira-dama segue como figura de destaque no cenário político, com potencial de disputar cargos eletivos e mobilizar a base feminina do bolsonarismo.




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